(Essa lenda é diferente. Exitei muito tempo para escrever sobre ela pois provavelmente me deixaria levar pelo fanatismo e pela idolatria ao mesmo. Mas como preciso retomar o blog e tirar a poeira dele, ninguém melhor para comerçar, pois não?)
Eu era uma criança de 6 anos em 1994. Não entendia e nem me interessava muito por futebol. Minha vida era simples e se resumia a acordar de manhã, assistir meus desenhos, ir a escola, voltar e brincar com meus bonecos. Mas não podia deixar de notar o quanto todos se movimentavam e se animavam com a Copa do Mundo nos Estados Unidos. Ruas pintadas de verde e amarelo, luvinhas da vitória com o "V" sendo vendidas, bolas de futebol pra todo lado... nem parecia que um ano antes as pessoas ainda estavam apreensivas com o ultimo jogo que restava pelas eliminatórias, contra o Uruguay, um adversário tradicionalmente dificil e que já causara muitos problemas ao Brasil no passado.
Ali começava meu facínio e minha admiração por esse jogador. Passei a me informar das maneiras que eram possiveis na época (para uma criança). Pelos lances e noticias da TV Cultura, assistia-o fazer diversos gols pelo Barcelona.

No ano seguinte voltou ao Brasil, para formar o "ataque dos sonhos" no Flamengo, deixei de acompanhá-lo um pouco, mas ainda sabia de sua importancia para o país e sempre ouvia que o Baixinho se sagrava artilheiro de mais algum torneio, seja por seus clubes ou pela seleção.

E sem nenhuma vergonha, digo que comemorei, vibrei e chorei no dia do seu milésimo gol. Gol este que selava sua principal promessa, feita em 1988, quando ainda era um jovem que não sabia quão grandioso seria seu futuro.

Em meio a frases polêmicas, vida noturna, confusões dentro e fora de campo e uma carreira irretocável e respeitada pelo mundo até hoje, resolveu recentemente iniciar uma vida politica. E como deputado, mais uma vez vem surpreendendo a todos, como provavelmente o politico mais atuante na câmara dos deputados, já planejando uma candidatura para a prefeitura do Rio de Janeiro num futuro próximo.
Com toda essa carreira e história, tudo que tenho a dizer é obrigado, Romário.
Obrigado por me apresentar ao futebol e por me tornar tão fanático por esse esporte. Obrigado por me mostrar como nunca fugir ou desistir em momentos decisivos. Obrigado por me mostrar que nenhuma meta é impossivel, não importa quanto tempo dure. E muito obrigado por mostrar como é possível honrar palavras e promessas, sem nenhum medo de expor sua opiniões.
Obrigado por me apresentar ao futebol e por me tornar tão fanático por esse esporte. Obrigado por me mostrar como nunca fugir ou desistir em momentos decisivos. Obrigado por me mostrar que nenhuma meta é impossivel, não importa quanto tempo dure. E muito obrigado por mostrar como é possível honrar palavras e promessas, sem nenhum medo de expor sua opiniões.
- "Desculpe, mas no meu time os melhores jogam com a 10". - Johan Cruyff, técnico do Barcelona de 88 a 94, quando Romário pediu para usar a camisa 11 da equipe Catalã.
- "Dentro de campo, foi um atacante acima da média. Ao encerrar a carreira, o futebol perdeu um artista da bola e um jogador que não tinha vergonha de dizer o que pensava.Esse é o papel de todo cidadão, especialmente de um ídolo" - Paulo Cesar Vasconselos, diretor de redação do SporTV.
- "O jogador mais interessante com quem já trabalhei foi Romário. Era o tipo de cara que fazia gols com facilidade. Antes de partidas cruciais, quando se está um pouco nervoso, ele chegava para mim e dizia "coach, tranquilo, Romário vai marcar e nós vamos ganhar". E ele realmente marcava. Nem todas as vezes, mas em oito de dez jogos como aqueles ele marcaria o gol da vitória." - Guus Hiddink, técnico do PSV entre 88 e 92.
- “Vindo sabe-se de que região do ar, o tigre aparece, dá seu bote e se esfuma. O goleiro, preso na sua jaula, não tem tempo nem de piscar. Num lampejo, Romário mete seus gols de meia volta, de bicicleta, de voleio, de trivela, de calcanhar, de ponta ou de perfil. [...] Nasceu na miséria, na favela do Jacarezinho... Subiu à fama sem pagar os impostos da mentira obrigatória: esse homem muito pobre se deu sempre ao luxo de fazer o que queria, freqüentador da noite, festeiro, e sempre disse o que pensava sem pensar no que dizia”. - Eduardo Galeano, crônista uruguaio.
- "O melhor de todos (os brasileiros) era o Romário. Melhor que qualquer outro. Para mim, o melhor jogador do Brasil na história.[...] Muitos brasileiros fizeram parte da minha vida, como Ronaldo, Rivaldo, Giovanni. Mas Romário foi o top dos tops." - Hristo Stoichkov, maior jogador da história da Bulgaria e companheiro de ataque de Romário no Barcelona.
- "Grandissimo. Nunca vi até hoje alguém com um faro de gol tão bom. Dentro da área nunca perdia uma chance." - Roberto Baggio, grande idolo italiano e adversário de Romário na final da Copa de 94.
- "Quando cheguei ao Vasco, Romário foi logo dizendo: "Você sabe que eu não gosto de treinar de manhã, só a tarde, estamos entendidos!? "Eu disse: vamos treinar pela manhã e ele reclamou: "Puta merda!" Sempre admirei a franqueza dele e seu compromisso com a lealdade. Era direto; quando descordava de alguma coisa, falava pela frente". - Joel Santana, atual técnico do Flamengo.
- "Eu te amo!!!" - Bebeto após marcar o gol da classificação do Brasil contra os Estados Unidos na Copa de 94, com assistência de Romário.